Morando Nos EUA – O Sentimento de Estar “Lost”

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Uma coisa que reparei que a maioria das meninas que ficam por aqui e casam têm em comum, é a sensação de estar perdida. Perdida no sentido profissional. Faculdade aqui é diferente, nosso diploma do Brasil {para as que têm}, quando pode transferir, é bem burocrático – e demorado.
Eu rodei um pouco até realmente começar a trilhar o caminho da profissão que eu realmente queria no Brasil. Só que essa vontade de ser uma coisa lá, acabou não sendo a mesma daqui. E aí o que fazer?
Eu acredito que você não tem que trilhar apenas um caminho na sua vida toda. Acredito que se você não se sente mais completo(a) no que está fazendo, vale a pena mudar sim, e seguir uma outra área… Que complicado, né? Decidir nossa profissão aos 18 anos, e querer ficar nela pra sempre? Aos que se acham até mesmo antes de entrar no ensino médio, ótimo. Aos que não têm certeza, o negócio é continuar buscando seu propósito.
Essa busca pelo propósito, aqui, parece que causa uma agonia maior… Pra quem acha que vida de expatriada é fácil, se engana. Aqui precisamos nos reinventar, e nem sempre estamos preparados pra isso. E nem sempre também encontramos apoio nessa empreitada! Até porque, na nossa cultura {brasileira}, parece que estamos supostos a acertar sempre, e se não, somos fracassados e temos dedos apontados pra gente. Mas gente?!
Ainda bem que aqui é diferente! Isso é bom. Mas ainda assim, continuamos perdidos…

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Buscar ajuda é fundamental pra chegar na saída do túnel. Salário é importante, mas refletir sobre o que você se imagina fazendo, acordando com um sorriso no rosto de manhã, feliz porque tem um trabalho, é mais que ter uma conta gorda no banco – afinal, saúde aqui é uma coisa caríssima, e trabalhar infeliz adoece {a alma e o corpo}.
Uma vez que você tem uma lista de coisas possíveis que você se vê fazendo, é hora de ir em busca de mais detalhes sobre aquelas carreiras, e começar a cortar aquelas que não te dão tanto brilho nos olhos assim… Eu fiz isso. Tá dando certo.
Meu caderninho ficou cheio de anotações, marcado com cores diferentes, até eu chegar à conclusão do caminho que eu queria começar a trilhar. Sempre com muita pesquisa – o santo Google tá aí pra isso.
Engraçado é que esse caminho acabou me levando a descobrir coisas sobre mim que eu até então não sabia! Habilidades que estavam guardadas, e que começaram a florescer do nada. E ideias e mais ideias! Um caminho que me levou ao outro. Hoje eu sinto falta da minha faculdade no Brasil {que eu estaria terminando agora em Dezembro}, mas eu escolhi viver aqui. E aqui, eu preferi seguir um caminho diferente, mas que também me desse mais que dinheiro para pagar contas ou comprar sapatos.
Eu sou empreendedora {saiba mais aqui}, e meu negócio não exige que eu tenha um diploma de faculdade. Mas o diploma está nos meus planos sim – sempre esteve. Só não para agora… Quando chegar o momento, vou pesquisar e fazer anotações também.
Essa busca por um novo propósito não tem que ser agonizante – vamos evitar a ansiedade. E às vezes, assim como eu, você pode acabar descobrindo algo que antes não havia passado na sua mente, e pimba! Acha o caminho pra seguir, construir uma carreira, ganhar dinheiro, e ser feliz.
Mas sempre com uma coisa em mente: se não der certo, se reinvente! A gente não tem que acertar sempre!

“If you don’t like where you are, change. You are not a tree.”

Eu sou Izabelle Azevedo, autora do blog BelleNaAmérica, residente do Estado de Maryland, e uma eterna apaixonada por descobrir coisas e histórias novas. Cheguei aqui novamente um ano atrás, perdida, e sem esperança de estudar. Foi aí que despertei, me reinventei, e hoje a melhor coisa que me aconteceu foi não ter entrado na faculdade como havia planejado, pra fazer um curso que não era bem o que queria, só pra suprir minha necessidade de arrumar um emprego no futuro. Mas essa é a minha história. Qual a sua?

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Xo,
Belle Azevedo.

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Quando A Temperatura Cai… 

 O clima aqui é meio bipolar {o ano todo}.

Os primeiros dias de frio são um desafio. 18 graus é frio até que dá 14. E de 14 cai pra 10. Agora 18 já dá pra aguentar fácil, e se der 22 seu corpo já acha que tá o maior verão lá fora… 

O outono chega e te deixa ainda mais confusa: tem fim de semana que tá calor, no outro vc não quer nem sair de casa… Aí vem outro findi pra vc botar suas perninhas de fora – enquanto pode!.

Mas no outono é tudo lindo, e vc nem liga. Pode usar botas, echarpes, e aquelas roupinhas da estação, super estilosa. E o frio tem seu charme.

Só que a temperatura continua a baixar… E já já todo aquele estilo vai ser coberto pelos casacos pesados… 

“O inverno está chegando”, e ele chega com tudo!

As árvores, com folhas de várias cores, agora estão peladas, e o céu cinzento. O termômetro ameaça ficar abaixo de zero. E fica. 

Junto com isso tudo, chegam as festas de fim de ano. O inverno não traz só o frio {que por si só, já é meio deprê}. Passar as festas na Terrinha do Tio Sam não é fácil pra quem cresceu no Brasil, e deixou família de sangue e de amigos pra trás. E o calorzinho em todos os sentidos, e a animação da virada de ano na praia, ou na fazenda, ou numa casinha de sapê.

Em dezembro, a saudade aumenta. Já a temperatura… 

Mas a gente acostuma. Já já 10 graus é calor também, e vc acaba cedendo àquele vinho amigo que te esquenta antes de vc sair de casa. 

As luzes de natal pela cidade te trazem um pouquinho de felicidade. A primeira neve da estação tem toda aquela mágica…

E a prima logo tá aí, com temperaturas melhores, Cherry Blossom, flores de todas as cores, e perninhas de fora de novo!

E a gente vai se acostumando.

Viva o inverno na América de cima, os vinhos, e aqueles dias que chega nos 18 celsius {tipo hoje}.

Cheers,

Belle.